Palhaços do circo sem futuro...

Aproveitando o clima "espetáculo" que estão dando para o caso Nardoni (que me abstenho de comentar nesse blog), o bicentenário da Chegada de D. João VI ao Brasil e da CPI do Cartão Corporativo, resolvi motivar uma reflexão nos meus visitantes.

O circo teve sua origem nos povos nômades da Eurásia. Na Grécia Antiga, os circos situavam-se nos hipódromos. Ali, o povo festejava o regresso dos seus guerreiros, representando diversos números circenses. Durante o Império Romano era um edifício público onde se disputavam corridas de carros e de cavalos, as lutas entre gladiadores e era palco do martírio de vários cristãos e diversão para os romanos pagãos, principalmente no Coliseu.
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No nosso país, ele começou a se apresentar ''oficialmente" a partir da ''era Joanina", quando D. João VI, retornando a Portugal, nos roubou os cofres do Banco do Brasil. Poderia-se dizer que fosse uma "indenização" antecipada pela Independência, já que atualmente os historiadores dizem que ele já sabia que o país ia se tornar independente, porém isso continuou no Império e depois na República com os governantes do Café-com-Leite e chegou até a atualidade com as palhaçadas da "Nova Democrácia" que o povo suporta.
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Diversos casos de corrupção ocorrem todos os dias na política. Fraudes, propínas, cartões corporativos, roubos descarados e uma política assistencialista 'à la Vargas' do partido que está no poder e de seus aliados.
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Realmente esse nosso país é um circo e nós somos os seus palhaços que nos apresentamos no palco da vida para que a elite nos assista. Enquanto a elite assiste e participa do "espetáculo", nós, os palhaços, suportamos seus desmandos e ainda aceitamos com a mesma mansidão de cordeiro, a tudo o que se desenrola no nosso país.
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Onde estão as pessoas que lutaram pela ''democratização" na década de 80? Onde estão os estudantes, os jovens, os homens e mulheres que resistiram durante a ditadura militar? Onde estão as pessoas que lutam nesse país?
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Vamos ser pra sempre os palhaços? Vamos desejar eternamente comprar a pipoca, o algodão-doce e a maçã-do-amor que está sendo vendida pra mofar, porque o salário, mal dá pra pagar os impostos que sustentam essa elite "bom-vivant"?
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Que nós somos hoje? Palhaços de circo... atualmente palhaços loucos, sem qualquer perspectiva, desmotivados... Rimos das nossas próprias peripécias desastrosas... risos loucos de suicidas.
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Hoje, somos palhaços de nossas próprias vidas...palhaços que não mais sonham...nascem, crescem, se reproduzem e morrem sem qualquer perspectiva. Não sonhamos, não esperamos em nada....

8 commenti:

Pedro { 13 de maio de 2008 01:49 }
Não é essa imagem que temos de fazer do palhaço. Precisamos mudar isso.
Leonardo Werneck { 13 de maio de 2008 18:42 }
brother tem um selo e um meme pra vc no meu blog!!
Raphael Tepedino { 13 de maio de 2008 20:39 }
panis et circenses
Vinícius Haesbaert { 14 de maio de 2008 00:35 }
Po, eu ainda sonho! :) E, putz, poderia ficar anos falando sobre política aqui, mas, bem, por agora, me resumo a criticar a cultura tosca dos partidos políticos brasileiros como uma grande causa desse gauchismo todo nosso.
E quanto ao blog, eu fiquei doente esses dias, por isso que já de antemão botei na teoria - pra esses casos fortuitos!! Abraço!!
carla m. { 14 de maio de 2008 00:39 }
pão e circo, na maior parte das vezes, mais circo que pão.

ainda bem que tu lembrou que existe os que resistem. eles sempre (r)existiram, alguns conscientemente, outros não, mas existiram.

eu desejo pra todos nós mais consciência na resistência.

Ah, e que bom que tu tá dando a volta por cima na tua fase dark. tem muita vida lá fora pra ficar morrendo por dentro.
Clóvis Correia { 15 de maio de 2008 00:21 }
Tudo bem, linkarei também.
Tenho medo de palhaços...
PULCRO { 15 de maio de 2008 01:49 }
Alguns palhaços não tem graça nem aqui nem na China.


http://pulchro.blogspot.com/
Divinius { 15 de maio de 2008 02:45 }
Hoje, somos palhaços de nossas próprias vidas...palhaços que não mais sonham...nascem, crescem, se reproduzem e morrem sem qualquer perspectiva. Não sonhamos, não esperamos em nada....

Bem escrito...