Eu queria...

Queria escrever um livro!
Um livro tosco, idiota, tipo aqueles que lemos e nos fazem chorar!
Nos dias de muito tédio, muito sono, muita chuva...

Eu queria...
Queria me emocionar.
Queria falar, queria calar,
Queria saber voar!

Queria gritar no ouvido desse mundo,
Só pra chamar a atenção.
Queria gritar minha revolta, minhas frustrações...
Queria poder sonhar!

Queria escrever uma história de amor.
Queria ser o protagonista dessa história,
Queria que ela fosse verdade,
Fosse um livro de memórias!

Queria que a vida, às vezes, fosse de verdade,
Sem frases prontas: ‘Bom dia’,
‘Boa tarde’, ‘Como vai você’...
Queria a tal Felicidade!

Mas como não temos, nem alegria, nem amor e nem felicidade,
Resta-nos apenas a melancolia,
Que nos mata e que nos salva,
Dia após dia!

Eu queria, queria, queria...
Queria que a tristeza não fosse verdade
E que o mundo fosse poesia.

(Luifel)

Passado, nossa prisão?

Enfim, a vida universitária chegou ao fim nesse semestre. Terça-feira entrego o meu último trabalho e então... férias!

Essa semana, apesar de ter que terminar uns trabalhos da faculdade, eu comecei a ler 'Memorias del Subsuelo' (em português: Memórias do Subsolo) de Dostoiévski. Não quero fazer qualquer resenha do livro, porque afinal de contas, resenha de livros eu sou obrigado a fazer todos os dias no meu trabalho para inserir materiais na Base de dados da biblioteca.

Comecei a fazer um paralelo com a nossa vida. No começo do texto, o narrador
fala de uma doença que ele tem há vinte anos e não quer se curar, parei pra refletir e acabei traçando paradoxo com a nossa vida, o que Dostoiévski sempre faz comigo quando o leio. Esse paradoxo envolve o passado.

Nesses ultimos meses eu tive diversos flashs que me fizeram rememorar o meu passado, coisas que eu expressei aqui nesse espaço no post (vide post
Saudades...) e também estava conversando com uma amiga minha que anda se sentindo bastante presa por esse tempo.

Apesar de sempre estarmos querendo buscar algo novo, parece que existe um imã afetivo que nos prende ao passsado. O passado acaba nos parecendo maravilhoso. Parece que o passado é melhor do que o futuro, que nele estamos mais seguros, conhecemos melhor e sabemos lidar melhor com o passado que com o futuro.

Lembro agora de um texto que li de um psicólogo cristão, Henri Nouwen, que fala num de seus livros sobre a necessidade que temos de nos livrarmos do passado e nos lançarmos em busca do novo, mas... será que estamos preparados pra isso?

Porque nunca conseguimos nos libertar de lembranças, sentimentos e pessoas do passado? Porque vivemos remoendo fatos e rememorando situações? Será que não somos presas do nosso passado? Será mesmo que o nosso futuro tem que estar baseado no passado?

Acho que eu deveria parar de ler
Dostoiévski, não anda me fazendo bem...hehe

Rrá!

La vita è imperfetta

"A vida em si é imperfeita. Todas as coisas criadas principiam a morrer na mesma hora em que começam a viver, e ninguém espera de qualquer delas que chegue a uma absoluta perfeição e muito menos que nela se mantenha. Cada indivíduo é apenas um esboço da perfeição específica prevista para o seu gênero. Por que exigir mais do que isso? "

(Thomas Merton)

Nesses dias estou bastante atarefado com a rotina do final do semestre da faculdade, mas vi esse texto que gostaria de compartilhar com vocês e que me fez e faz muito pensar.

Eu diversas vezes desejo tanto que as coisas sejam táo perfeitas, mas será que tudo tem que ser absolutamente perfeito na nossa vida? Será que não nos podemos admitir alguns erros?

Fiquei pensando nisso, e deixo pra vocês pensarem também!

Rrá!

Corre Menino...

Corre menino!
Tem um mundo inteiro pela sua frente
Você ainda é jovem
Deve crescer e se tornar gente!

Corre menino!
Não desanime, busque seus objetivos
Porque quem não sonha é morto.
Já morreu e não saiu do lugar.

Corre menino!
A vida é tão bela
Busque as oportunidades, aproveite a vida
Porque ela não tem volta
Só tem passagem de ida.

Corre menino!
Você já está crescendo...
É um adolescente, É um jovem...
Daqui a pouco seu filho tá nascendo.

Corre menino!
Seu filho já se formou na faculdade
E o que você ta fazendo aí?
A maternidade é logo ali
Mais uma semente sua na eternidade.

Corre menino! Corre vovô!
Corre que a vida é curta.
E quanto tu a vires passar
O seu tempo terminou.

(Luifel)

O 25º...

Cheguei à marca de 25 posts. Parece que estou ficando promissor. Tudo nasceu da idéia de um espaço que fosse meu e que eu desabafasse aquilo que ronda na minha mente, e também ouvir opiniões diversas. Quando recomecei esse blog, pela quarta vez achei que não ia passar do primeiro mês e enfim, estou bem e com planos de continuar escrevendo.

Aqui fiz amigos novos e com quem estou aprendendo sempre coisas novas. Aproveito e absorvo toda a forma de pensar, amplio meus horizontes e dou a minha humilde opinião sobre diversos assuntos que são comentados no blog.

Gostaria de agradecer a todos pelos momentos que juntos compartilhamos, cada um do seu próprio blog, mas de alguma forma todos vocês já fazem parte da minha vida.

Deixo um texto que gosto muito de um pensador que me influencia muito.

"Nada é mais belo do que um rosto que se tornou transparente por toda uma vida de dores e alegrias, combates e paz interior.

Habitado pela fragilidade e pelo esplendor, pelo abismo e pela plenitude, o ser humano jamais é destinado para sempre às trevas do desespero. Mesmo numa vida marcada por provações a esperança se manifesta.

Para quem sabe amar (...) a vida se enche de uma beleza serena. Há dias que trazem decepções, sabores amargos, acidentes esses que poderiam fazer desvanescer a paz do coração. (...) Um dia é completo quando o mais duro de uma provação não chega a interromper o sopro para a plenitude."

(Frère Roger de Taizé)

Rrá!

Lidar com a morte, lidar com a vida


Terça-Feira passada, cerca de 17hs nas imediações do Ibirapuera...

Bibliotecária: Olhe aquele arranjo ali, muito bonito!
Estagiário: Eu não acho, é uma coroa fúnebre.
Bibliotecária: Mas, se não tivesse a faixinha indicando isso, você ia achar o arranjo bonito.
Estagiário: Eu não ia. Tá na cara que isso é um arranjo fúnebre, mesmo sem a faixa dá pra perceber. Passa uma sensação meio estranha. Não me acostumo com a morte.
Bibliotecária: É, ninguém se acostuma com a morte, só que precisamos aprender a lidar com ela.
Estagiário: Precisamos, mas é complicado porque ela vem e pronto. Não temos como fazer nada.
Bibliotecária: É verdade! É difícil lidar com a morte pra todo mundo, mas se nem sabemos como lidar com os nossos problemas, nossas emoções, nossos conflitos... se nem sabemos lidar com a vida, que dirá lidar com a morte.
.
PS: Essa conversa foi entre eu e a minha chefe, na terça passada ao sair da Biblioteca.

(caminhando para o Jubileu de 25 posts.... aguardem as surpresas... Rrá!)

Por um verdadeiro humanismo

Essa semana estava lendo o jornal e encontrei uma notícia de uma reunião de países, promovida pela ONU, em Roma, para discutir o problema da fome no mundo. Ontem,saiu outra reportagem que dizia, entre outras coisas, que a decisão tomada não apresentava nenhum avanço no combate a este problema.

O problema da fome no mundo é algo assustador e que verdadeiramente mexe com o mais profundo de mim. Não consigo ficar sossegado sabendo que existem no mundo diversas pessoas que passam fome, passam sede e sentem frio. Porra, a ainda dizem que somos pessoas 'ilustradas', humanistas, será mesmo?

Sou a favor de um verdadeiro humanismo. Um humanismo que se preocupe verdadeiramente com o homem como pessoa humana e que tem direitos e dignidade exatamente porque é humano.

Quero ver o homem vivendo dignamente! Não quero ver mais as pessoas se matando de trabalhar por um salário miserável enquanto outros vivem de luxo, gastam dinheiro a toa e ainda por cima pisam por cima daqueles que trabalham para os sustentar.

Não quero mais ver mendigos na rua. Não quero ver mais pessoas vivendo em situação de guerra. Quero ver o homem vivendo com dignidade, usufruindo dos seus direitos.

Em 1948, ha 60 anos atrás, depois da IIª Guerra Mundial, assinamos, como nações, a "
Declaração Universal dos Direitos do Homem". E agora? Será que não somos todos hipócritas?

Tradicionalmente, os direitos humanos são agrupados em duas grandes categorias, incluindo numa delas os direitos civis e políticos, e na outra os direitos econômicos, sociais e culturais. Pensemos bem, esses direitos estão garantidos a todos?

O socialismo é uma ideologia falida. O capitalismo é uma ideologia indigna. Lenin disse que uma delas iria perecer e parece que o réquiem foi cantado no final da década de 80 para o socialismo, mas infelizmente o que vemos hoje é o réquiem sendo cantado para a pessoa humana e isso é triste, doloroso, indigno.

Meus caros, isso é um caso a se pensar e devemos, cada um, do pouco que pode fazer tomar uma atitude quanto a isso, porque um verdadeiro humanismo precisa existir. Um verdadeiro humanismo nasce do amor, do amor ao próximo. É preciso fazer uma ''Revolução de Amor''.

Chega de falsos 'ilustrados', chega de 'socialistas' baratos, chega de humanistas que só pensam nos seus próprios umbigos. Chega de revoluções que não dão em nada!

Que venha a ''Revolução do amor"! Que venha um verdadeiro humanismo!

Rrá!

Ninguém se entende nessa Torre de Babel...

"Que piração!
Eu tô na terra ou no céu.
Ninguém se entende
Nessa Torre de Babel"
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(Torre de Babel, Barão Vermelho)
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Quando ouço essa música, entendo a surrealidade em que vivemos. Vivemos todos os dias com pessoas com temperamentos diferentes, modos de pensar divergentes, visões divergentes e que vivem num mesmo lugar.
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Isso é surreal! Além disso, nosso interior também vive essa divergencia, essa dispersão, essa guerra interior.
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A cada dia que estou vivendo percebo-me cada vez mais perto do que eu realmente sou, ou do que eu devo ser; ou talvez do que eu não deva ser e tão longe de tudo, do resto, da vida. Embora queira uma coisa, encontro outra na minha frente, enfim tudo muito louco mesmo.
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"Ninguém se entende nessa Torre de Babel" e muitas vezes, nem eu me entendo na minha Babel interior.
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Caramba! Como é complexo viver!
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Abçs a todos!
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Valeu pela visita!
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Crédito da Figura: Pieter Bruegel, o velho; ‘Torre de Babel’, by Wikipédia.