Sempre avante num infinito nada...

Tenho as vezes pouca noção do tempo
Perco-me de mim mesmo em questão de segundos
Vago perdido em meus pensamentos...
Profundos, surdos, mudos
Tenho impressão que saí do mundo.

Estou perdido de mim mesmo,
Não sei onde me encontrar
Já busquei nos cinco continentes
Porém, em nenhum deles me achei!

Tenho medo, confesso
Medo de viver, medo de morrer
Medo de ser feliz, medo de sofrer
Medo de crescer, medo de estagnar
Medo de sonhar, de idealizar, medo de ser

Talvez eu não passe de um simulacro
Uma coisa dantesca e grotesca
Quem sabe? Juro que ainda não me conheço
Talvez porque, minha vida seja, no fundo...
Um ontem mal resolvido, ainda.

(Luifel)

Crédito da imagem: Nikolay Okhitin.

¡Para que la vida va adelante!


"Nothing's clear
I've come to no conclusions
Said and done

Is it all said and done?"

(November, Duncan Sheik)


Chegara em casa desnorteado. É bem verdade que a vida dele não andava lá essas coisas, mas sempre se tem a esperança de melhorar, tentar ser feliz, esses coisas clichês que nem sempre funcionam.

Pegou um cigarro pra fumar, afinal de contas, dizem que cigarro e sexo são as melhores coisas do mundo. Bom, não sabia dizer exatamente se concordava com a primeira afirmação, mas - a segunda - com certeza afirmava ser verdadeira.

Estava desiludido porque acreditara em um amor impossivel. Não culpava as pessoas, não culpava sua ex, não culpava ninguém afinal o único culpado era seu próprio coração que gostava de se firmar em sonhos não palpáveis.

Adormecera pensando que nunca mais deixaria se enganar de novo, por nada e por ninguém, nem por si mesmo. O relógio tocou. Era hora de acordar, se levantar e começar a caminhar novamente.

Triunfo da Democracia?

O assunto mais comentário no cenário político depois do pretenso cessar fogo dos israelenses e palestinos é a posse do novo 'todo-poderoso' presidente dos EUA, Barack Obama.

As TVs, as Rádios, a Internet vem insistindo em falar que a eleição desse novo presidente é o "triunfo da democracia". Nesse interim, comparo esse fato à experiência que tivemos a 3 anos atrás em nosso país e, também, com a experiencia vivida em outras pretensas 'democracias' do mundo desenvolvido e do mundo subdesenvolvido e me pergunto: será mesmo um "triunfo da democracia"?

Somos, nós - os homens - egoístas. A priori, pensamos somente ou inicialmente em nós mesmos e naquilo que nos beneficia. Importa sempre aquilo que é melhor para nós mesmos. Segundo amigos meus - remeto aqui a digressões uspianas com Robson Ashtoffen e Andréa Apocrypha - o altruísmo, a igualdade de direitos, só existe a partir do momento que convém a mim, como pessoa, o bem de outrém.

Será mesmo que num país tão prepotente - como os EUA - onde brancos e negros se relacionam de forma péssima e o preconceito existe às claras, onde os pobres latino-americanos são tratados como bichos, onde há uma imensa xenofobia para com outros povos; será que esse país onde o povo acredita ser 'senhor' dos outros povos está entrando numa nova era? Não será esse "triunfo da democracia" mais uma ilusão que a imprensa nos quer incutir?

Eu só vou acreditar que a democracia enfim triunfou em algum lugar, aliás - no seu berço - a partir do momento em que eu ver a democracia, existindo e, não somente de jure, como ela existe atualmente; mas, de facto, trazendo as mudanças sociais que tanto o povo americano, como todos os outros povos - que direta ou indiretamente poderão ser beneficiados com essa mudança - esperam. Aí poderei dizer que realmente o povo governa porque um presidente, de fato, governará para o seu povo, para o bem dos homens e ad maiorem demokratía gloriam*.

AbRrá!

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* do latim: Para a maior glória da democracia. Aforismo construido por mim a partir da máxima jesuítica "ad maiorem Dei gloriam".

Plus sur moi - Meme...

Pessoas,

Fui indicado para esse meme pelo meu amigo
Latinha (do blog "Tin Man"), e resolvi participar. Enfim, seguem as regras:

1)Linkar a pessoa que te indicou. 2)Escrever as regras do meme em seu blog. 3)Contar 5 coisas aleatórias sobre você. 4)Indique mais 5 pessoas e coloque os links no final do post. 5)Deixe a pessoa saber que você o indicou, deixando um comentário para ela. 6)Deixe os indicados saberem quando você publicar seu post.

5 coisas aleatórias sobre mim...

I - Eu adoro beber água. Água é simplesmente um elemento que faz o meu dia ser DIA! Não consigo ficar nenhum dia sem sentir a refrescante sensação de beber um copo de água. Não tente substituir por sucos, chás ou refri, eu gosto de água!

II - Eu já fumei maconha! Não uma vez só, mas por um considerável período de tempo a uns bons anos atrás. [Essa revelação acabou com a minha pose de bom moço pra alguns :P]

III - Eu sou viciado em Bebel Gilberto. Eu tenho quase toda a discografia dela no meu MP3. Só faltam algumas músicas de um CD que ela gravou em 1994 mas que eu, sinceramente, ainda não encontrei.

IV - Meu herói favorito desde a infância é o Surfista Prateado. Uma das minhas metas ainda é ter tudo o que ja foi publicado dele no país.

V - Sou um apaixonado pela civilização Asteca. Já li e - continuo lendo - tudo o que é publicado sobre esse povo fascinante. Já tive uma cidade imaginária do SimCity 3000 que denominei de Tenochtitlán, que foi a capital dos Astecas. Sou tão aficcionado por eles que - nas minhas aulas - vivo corrigindo meus professores de arqueologia quando eles vão escrever o nome desta cidade! :P

E agora, meus indicados são:

Vento na minha vida




[a partir do poema 'Canção do vento e
da minha vida', de Manuel Bandeira]


Ontem ventava, hoje venta mais!
A árvore balouçava e o barco seguia seu rumo - sozinho...
Esse mesmo vento que conduzia o barco, hoje venta a minha vida...

Varre sonhos, varre planos, varre...
Mas não me deixa sem nada.

Traz-me vida, força &
Traz-me esperanças!

(Luifel)

Odiosa guerra fratricida...

"Nunca houve uma guerra boa nem uma paz ruim."

(Benjamim Franklin)

Cada dia que leio o jornal contemplo, com horror, os fatos no Oriente Médio. Desde que terminamos a IIª Guerra Mundial e os judeus foram 'repatriados' essa guerra nunca mais acabou. Ela vai e volta num ciclo interminável e odiável.

A tradição judaico-cristã, avoga para os judeus a posse dessa terra, assim como a tradição muçulmana, avoga para os palestinos a posse desta mesma terra, e a guerra nunca termina, é eterna. Isso me fez pensar até onde vamos a partir daquilo que acreditamos.

Nossas convicções pessoais devem ser seguidas a todo custo, pois é a maior prova de fidelidade ao seu ideal - assim diz François Van Thuan - um homem que lutou contra o socialismo, mesmo estando preso numa prisão vietnamita. Mahatma Gandhi ainda diz que: "Acreditar em algo e não o vivê-lo é desonesto."

Eu - porém - fico pensando: até onde devemos ser fiéis aos nossos ideais? Até onde nossos ideais devem ser de certa forma 'traídos' em favor de uma concórdia para todos, como no caso da guerra Palestino-Israelense?

É absurdo que a paz entre duas nações seja tratada como assunto de convicção pessoal. Até quando vamos tratar o futuro de um povo e, quiça, do mundo todo, a partir de um paradigma pessoal?

Essa guerra é totalmente sem fundamento, é ilógica! Por que importa tanto a Israel a posse dessas terras da Faixa de Gaza? Eles não podem, sensatamente, ceder essas terras aos palestinos? Para mim, isso - apesar de todas as convicções pessoais, etnológicas e religiosas - não passa de uma odiosa guerra fratricida!

Bom, é mais ou menos isso!

AbRrá!

Uma viagem de autoconhecimento...


"A verdadeira viagem do descobrimento não consiste em
ver novas paisagens, mas em ter novos olhos."

(Marcel Proust)

Apesar das esperanças que se renovam no começo de um novo ano, tenho estado frustrado com a falta de perspectivas de futuro que tenho e também porque existem algumas coisas que eu gostaria que fossem diferentes no tempo presente. Mas - feliz ou infelizmente - a gente não tem controle sobre a totalidade da nossa vida e isso e, no fundo, é bom.

É interessante defrontar-nos com o nosso limite. Isso acaba fazendo perceber até onde podemos ir, por onde podemos ir e entender as vezes o rumo da nossa vida nas circunstancias da vida que estão longe do nosso alcance controlar.

Dias atrás, enquanto conversava com o um amigo, percebi que eu na verdade eu tenho vivido concorde a um ditado indiano que passei a apreciar muito desde o momento que o ouvi. O tal ditado diz: "Quem é o cego, o homem que não pode ver um mundo novo".

Eu estou cego ou estava ficando cego. A vida - de fato - não precisa concorrer de acordo com tudo que eu desejo. Se assim fosse, as surpresas da vida e tudo aquilo que está fora do nosso controle perderiam o seu sentido de existir e, a nossa vida, caminharia dia a dia para o tédio.

Percebi então que, antes, interessa tentar fazer o melhor daquilo que - na minha vida - está ao meu alcance controlar. A partir daí, perceber que um mundo novo está sempre a minha frente, eu só preciso estar de olhos abertos para enxergá-lo.