Hipócritas, cretinos, necessitados de amor...


Enfim, depois de quase 4 meses longe daqui -- exceto pelo hiato do post sobre a Páscoa -- eis-me de volta ao mundo blogueiro. Foi um tempo que parei porque estava, fazendo a minha ‘journey to daybreak’. Nesses poucos meses aconteceu uma metamorfose de 180º na minha vida que as pessoas que me acompanham neste blog poderão perceber, com o passar do tempo.

Porém, o assunto do post não é a minha ausência e nem as mudanças que ocorreram na minha vida, mas os eventos que aconteceram no mundo da música pop, mais precisamente, a última homenagem ao cantor Michael Jackson.

Um colega meu, escreveu em seu twitter, enquanto acompanhava o evento: “Qual a medida de tanta hipocrisia no velório do MJ? [...] Sabe, essa é mesmo a sociedade do espetáculo.”

Fiquei então, depois de assistir às reportagens e de acompanhar a ‘via lucis’ que foi a morte do astro pop até o sepultamento e a homenagem póstuma ocorrida no dia de ontem me perguntando: afinal porque é que somos assim hipócritas, cretinos, amáveis?

Somos hipócritas! Criticamos os erros de uma pessoa, chegamos a esfregar o rosto dela na lama porque ela, segundo pensamos, não age de acordo com aquilo que acreditamos ser o verdadeiro, o correto e o ético; mas, atrás das nossas faces de éticos e morais, escondemos perversidades que fariam corar a face de Barbablu* que deve ter vergonha das nossas atrocidades.

Somos cretinos! Cretinice é o nome que podemos dar a tantas pessoas que semanas atrás julgavam Michael Jackson como o monstro pedófilo, o negro que embranqueceu, o infeliz com síndrome de Peter Pan, um verdadeiro doente... Ontem, homem doce, candido, humanitário; pessoas choravam rios ao ouvirem Steve Wonder, Mariah Carey interpretando músicas da carreira artistica do cantor... Entre fãs e críticos, todos viraram fãs...cretinos, somos todos, cretinos!

Somos necessitados de verdadeiro amor! Michael Jackson mostrou exatamente isso. O reverendo Al Sharpton afirmou: “Quero que seus três filhos saibam: seu pai não tinha nada de estranho. Seu pai teve que enfrentar coisas estranhas, mas as enfrentou”. Michael Jackson foi fruto do seu meio.

Um pai monstro, uma realidade social preconceituosa, sectarista e hipócrita, carencia de amor verdadeiro, sim... Michael foi exemplo das culpas que nós, como sociedade, carregamos. Fomos nós que transformamos Michael no andróide que ele se tornou, porque o estabelecemos num tal patamar de superioridade que quase o deificamos, mas o homem não nasceu para ser Deus, mas para ser homem.

O homem não é Deus, não sabe ser Deus. O homem foi criado para ser amado e não para ser idolatrado. Michael Jackson foi muito idolatrado e pouco amado, por isso, o menino prodígio negro tornou-se o andróide branco que morreu recentemente. E a culpa é de quem? Nossa! Somos nós os culpados. Nós que somos hipócritas, cretinos, dignos de ser amados e necessitados sempre de verdadeiro amor.


AbRrá!

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* Barbablu - forma que Padre Pio, santo católico, denominava o demônio. Também adotada pelo autor deste blog para denominar o inimigo de Deus.

9 commenti:

Pollyanna { 8 de julho de 2009 15:35 }
Ahhhhhhhhh! vc vivee! tava ficando preocupada!
hahahahaha

mas sobre o post,prefiro nem comentar...
Livre Pub { 8 de julho de 2009 20:59 }
Cara, eu concordo com o que a Elizabeth Taylor disse: "Não é preciso armar um circo para fazer o enterro de MJ" Por isso ela se recusou a comparecer, mesmo sendo amiga do cantor.
Muchacho { 8 de julho de 2009 21:51 }
Quero o DVD dos melhores momentos e extra dos bastidores do velório do Michael. No final aquilo virou um show assim como a vida dele. O cara é estrela até depois de morto.
FOXX { 9 de julho de 2009 01:18 }
4 meses depois ele renasce das cinzas
Tudo ou nada ... { 9 de julho de 2009 19:24 }
Existe vida após a morte de MJ rs... humor negro. Que bom estar de volta.
Abraços
ma! =) { 9 de julho de 2009 20:28 }
Concordo completamente.
Esses dias um amigo meu me perguntou se eu gostava/gosto de MJ, e eu respondi que nunca odiei, muito menos amei. Porém, a maioria das pessoas passou a amar e deixar de criticar, passou a tentar ver um lado bom nele, após sua morte. Prefiro me manter neutra em relação a ele, e só desejar que descanse em paz.

Ótimo post!
Mariana { 11 de julho de 2009 21:04 }
Pior de tudo é quando trocamos amor por idolatria. Pior ainda é quando embaçamos nosso olhar para acreditar que idolatria é amor.

Beijos
Filipe Garcia { 12 de julho de 2009 15:22 }
Que bom que voltou, Luifel.
Thiago Ya'agob { 14 de julho de 2009 10:25 }
Bom dia Luiz.

Interessante esse post. Lidar com pessoas de fato é algo que pode acarretar em dúbia essência. Ainda mais quando 'milhões de dólares' estão em jogo.

Deixo um verso bíblico que resume em 'copo cheio' as entrelinhas do seu post:

Porque o amor ao dinheiro é a raiz de toda a espécie de males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé, e se traspassaram a si mesmos com muitas dores. 1 Timóteo
6:10

Abraço, rapaz.
Shalom.