La mia clandestina felicità...


[a partir do conto ‘Felicidade Clandestina’ de Clarice Lispector]


Mais perto quero...
Porque longe a sinto sempre e mesmo
Vendo, tocando, sentindo, presenciando
A felicidade parece clandestina para mim...

É leve como pluma,
Forte como a ventania, é um furacão...
Porém não presente em minha vida
É ela alheia, clandestina no coração...

Pareço pressenti-la e pressinto
Em vão! Como demorei! Perdi!
Havia dor e orgulho em mim

Mais perto quero...
E desejo, sempre, mas ela..
Continua ausente em mim...

(Luifel)

15 commenti:

Diógenes de Souza { 15 de julho de 2009 22:28 }
menino cult!
adorei. é lindo. parabéns!
Pollyanna { 16 de julho de 2009 00:04 }
Ei, voce está apaixonadooooo! ahahaha
Pacieencia... as coisas sempre chegam nas nossas maos quando menos esperamos!!
Brayan { 16 de julho de 2009 00:25 }
Clarice sempre é demais. E a felicidade sempre aparece, cedo ou tarde! [ah.. sei lá]
Cαmilα ♥ { 16 de julho de 2009 10:22 }
Ah essa FELICIDADE... vive correndo de mim!
Mas dai, as vezes, aparece do nada!
Achei muito lindo o poema, que momento de inspiraçao, heim?!

BeijO grande
;)
Thiago Ya'agob { 16 de julho de 2009 10:36 }
Bom dia, Luiz!

Felicidade é um estado de espírito - e como homens que somos, necessitamos de uma atenção nos três prismas que nos unem ao campo físico e espiritual: Corpo, Alma e Espírito. Não basta apenas cuidarmos do corpo ou da alma, precisa haver um equilíbrio. Talvez, seja por isso que muitas pessoas nem se quer vivenciam 'momentos de felicidade' - é complicado conseguir conciliar esses prismas como se fossem um triângulo - interligados.

Mas... vamos à Clarice:

“A felicidade sempre ia ser clandestina para mim. Parece que eu já pressentia. Como demorei! Eu vivia no ar... Havia orgulho e pudor em mim. Eu era uma rainha delicada. Às vezes sentava-me na rede, balançando-me com o livro aberto no colo, sem tocá-lo, em êxtase puríssimo. Não era mais uma menina com um livro: era uma mulher com o seu amante.” - Clarice Lispector - Felicidade Clandestina.

Forte abraço.
Shalom.
Luciana { 17 de julho de 2009 20:05 }
Esse conto da Clarice é ótimo!

Muito bom o teu poema. Mensagem interessante, sonoridade e ritmo que adorei.

Entretanto, sendo a felicidade clandestina, ela pode sim te arrebatar de surpresa, em um momento inesperado.

É a felicidade que chega de surpresa, se duvidar até contra a lógica do momento.


Beijos a ti, Lui!
Cássio { 19 de julho de 2009 12:50 }
A felicidade é um caminho.
Ariana { 20 de julho de 2009 17:08 }
Ta amando hem?rs

Lindo poemaa!

Bj
Ran Omelete { 20 de julho de 2009 21:32 }
Esses são sintomas comuns em indivíduos com certa idade. Doença grave. O agente viral aloja-se numa frágil cavidade do ventrículo esquerdo. Persiste durante muito tempo. Apenas após certo período, os anticorpos tonam-se fortes o suficiente para extirpar do corpo tal vírus.

Porém, basta um vento frio, durante o inverno, para baixar as defesas e voltar a espirrar.

Oinc, oinc.
Latinha { 21 de julho de 2009 15:42 }
Só para registrar que estou sempre passando por aqui!!! ;-)

Abração!
Livre Pub { 21 de julho de 2009 23:48 }
'A felicidade é como a gota de orvalho numa pétala de flor. Brilha tão leve, mas tem a vida breve e cai como uma lágrima de amor' Vinicius de Moraes

(acho que é isso mesmo)

Você está lendo O Hobit. Está gostando? Eu tenho um problema com o Tolkien.
Vinícius Aguiar { 22 de julho de 2009 14:29 }
Estava com saudade daqui! Esse tempo distante da blogosfera me fez perceber o quanto isso aqui é importante pra mim... estarei sempre por aqui, parabéns pelo blog, sempre muito interessante e inteligente!

Abraços!
Thiago { 22 de julho de 2009 15:53 }
parece que quase sempre Luiz, quase sempre.
Welker { 22 de julho de 2009 18:16 }
Está ficando rotineiro... nunca entendo poesia. Agora eu me pergunto... mereço a fogueira ou a forca? =/
Hélder { 24 de julho de 2009 10:03 }
Felicidade, felicidade...Só damos o devido valor por que ela nem sempre está presente.

Muito bom.
Abç!