
"Ponham na cabeça uma idéia só. Sempre foi uma idéia só que fez os grandes [...]
E a nossa idéia é esta: Unidade!"
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(Chiara Lubich, Carta de 01º.01.1947. In: A unidade e Jesus Abandonado)
Tenho observado a turba de acontecimento dos ultimos tempos. Uma verdadeira guerra civil no Irã, um golpe militar em Honduras, a violência que assola as cidades brasileiras, as perseguições religiosas na Índia; ao mesmo tempo, pude assistir as homenagens à Nelson Mandela... E, nos ultimos dias, na comunidade que eu participo, estavamos em alvoroço para comemorar as 5 décadas da chegada do nosso louco e apaixonante Ideal nestas terras.
Num mundo marcado pelo ódio, pela violência, ainda é possivel um mundo novo? A humanidade está dilacerada! Dilacerada pelas guerras, destruições, divisões, discórdia, violência, dor, miséria, preconceito... É lastimável a situação em que vivemos atualmente; tudo está sendo motivo para discórdia, absolutamente tudo: cristãos lutam contra muçulmanos, existem perseguições étnicas, religiosas... A tão sonhada fraternidade universal, um mundo unido, ainda é somente sonho pregado nos livros, nos pulpitos, mas está longe de ser alcançado por quê?
Há alguns séculos atrás, jovens intelectuais franceses começaram a pregar um mundo novo, a partir da razão e suscitaram a revolução num país e até chegaram a lançar as sementes do seu ideal pelo mundo, mas fracassaram porque usaram as armas erradas e, no final, a busca do bem comum deu lugar ao terror, à balburdia, à morte e à destruição massiva de uma grande parcela da população. O bem comum foi trocado pelo interesse de poucos. O uno foi trocado pelo individual!
No início do século XX, outros jovens, agora russos, levantaram um país contra a opressão de um sistema, usaram o poder intelectual, as armas de guerra, a politica; o resultado foi uma ditadura opressora e diamentralmente oposta aquele sonho que motivou a revolução vermelha pelo mundo. Novamente prevaleceu o interesse de poucos em oposição ao interesse da maioria.
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Dizemos querer fraternidade e igualdade, mas no fundo só interessa mesmo tudo que esteja a serviço do nosso próprio eu, a serviço dos nossos interesses, do nosso lucro, do nosso bem e não do bem comum. Um mundo unido não existe porque somos falsos, hipócritas, mentirosos!
Há 50 anos alguns jovens desembarcavam no Brasil para uma maravilhosa loucura. Faziam parte de um grupo de jovens que, apesar de não ter qualquer escopo sonharam com um mundo novo, unido, onde tudo isso que presenciamos de mal não existiria. Seguiram, deram tudo de si e não desistiram. Lutaram, não com política, não com idéias intelectuais, não pela força... mas pelo AMOR!
Hoje, é verdade que não alçaram a plenitude desse sonho, nem aqui e nem no mundo, mas plantaram aquela semente nesta nossa terra e essa semente ainda está viva!
Essa semente plantada agora já germinou e começa a dar frutos aos poucos, e me fazem pensar: alcançar esse sonho é possível! Essa sonhada fraternidade e igualdade são verdades e não utopias baratas. Elas só não são de grande alcance porque o alcance desse sonho e o avanço deste Ideal depende de mim. A globalização do amor, esse mundo unido e novo, só será alcançado comigo, com o meu esforço, com o meu trabalho...com o esforço e o trabalho de cada um de nós!
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Crédito da imagem: Alguns dos primeiros jovens que vieram para o Brasil implantar o Ideal do mundo unido. © Focolares Brasil
15 commenti:
Mas é algo que eu já não vejo como alcançável, o que não me limita a ter atitudes 'boas', atitudes que ajudem quem está próximo ou mesmo distante.
Não nasci pra um mundo utópico, nasci pra fazer da minha realidade, algo melhor do que o que vejo.
Bom final de semana.
"No meio da lanterna nos afogados" me lembrou um show do paralamas. :)
Parabéns!
Cheio de informações, material e inteligente. Parabéns!
Sobre o post
"Dai honra, a quem tem honra". Hoje não espero mais que tenhamos unidade, hoje nem carta se manda mais, é tudo mais rápido, pacato, longinquo e frio. Mas é necessário ativar, animar e tentar, claro.
Grande abraço, querido!
Se as pessoas tivessem um pouco mais de senso de coletivo as coisas começariam a funcionar melhor e verdadeiramente teriamos essa união!
Agração!
Mas realmente, acho que nunca vivemos numa geração tão "euzista". Apesar de que a mudança pode estar justamente nesse fato. As pessoas se mobilizam baseadas no próprio senso de unidade. Há de ter otimismo, né...
Bjm queridooooooo
Sabe, o primeiro lugar que eu dei aula (onde aprendi o ofício, por assim dizer) foi em uma ONG onde um dos princípios básicos dela é o amor. Amor à educação, ao futuro, a vontade de sempre buscar algo melhor para quem antes não tinha nenhuma perspectiva de vida. E o slogan deste projeto é:
"NENHUM DE NÓS É TÃO BOM QUANTO TODOS NÓS JUNTOS."
E eu não pretendo sair desta ONG e nem parar nela.
Nós humanos temos três opções:
Como agentes criadores;
como agentes formadores;
ou ambos, só nos vale direcionar para onde irão nossas transformações e criações.
Abração!
=)
Lui... é um pouco dificil sair do comodismo, porem quando se quer... fica fácil.
Lindo post.
BeijOs
Um grande abraço, Luiz.
Shalom.
Admito que não é bem minha forma de pensar, mas respeito e admiro a sua forma de expor. Parabéns!
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