Frammenti del mio essere...


[Para Estela Madeira, Lenin Campos, Thiago ‘Ya'agob’, Brayan
Cordeiro, Luciana Meira e Thiago ‘Ange’, eles sabem porque...]


Fragmentos que compõem meu ser...
É assim que eu vejo, esse meu mundo complexo e disconexo
Como um castelo em ruinas ou como cacos de vidro quebrado
Em pedacinhos, espatifados & esmigalhados...
Esses, fragmentos, que me compõe o ser.

Vida envilecida, carcomida, destruida que vejo,
Sonhos que apodreceram, emboloraram, morreram
Tento salvar os cacos, é como um afogamento,
Sem socorro, sem salva-vidas, sem saída...
E eu sinto medo!

Eis que surge, eu o vejo: um mundo a despontar num futuro radioso...
Que repentinamente, num segundo, se torna negro, retinto
E essa escuridão tão aguerrida, apertada
Afoga minha sede de infinito.

Estou meio cansado de ser quem eu sou
Talvez queira eu, me perder de mim...
Porque tenho a impressão de que sou meu pior inimigo
Eu mesmo me prejudico...
Mas mal algum posso fazer a outrém, só a mim, a mim

Fragmentos, panos rotos, cacos de vidros
Sonhos envilecidos, desejos, esperanças vencidas
Quisera construir um castelo, mas hoje, aos cacos vive a minha vida
Mas continuo, firme e forte, porque tudo sempre tem saída
E porque só o Incompreensível é infinito.
Fragmentos, fragmentos...porque a vida não pára, nunca!

(Luifel)


[Notas: Esse poema nasceu um pouco de mim e um pouco da experiência desses amigos que tem o poema dedicado a si. Talvez eles encontrem falas deles aqui, mas é isso mesmo, porque o que eles vivem, quiça tambem também vivo eu, porque eles são fragmentos que compõem meu ser...]
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Créditos da imagem: “Fragmentos”, fotomanipulação by Ricardo Biancarelli. Disponível em: rbiancarelli.wordpress.com/2007/09/01/fragmentos/