Frammenti del mio essere...


[Para Estela Madeira, Lenin Campos, Thiago ‘Ya'agob’, Brayan
Cordeiro, Luciana Meira e Thiago ‘Ange’, eles sabem porque...]


Fragmentos que compõem meu ser...
É assim que eu vejo, esse meu mundo complexo e disconexo
Como um castelo em ruinas ou como cacos de vidro quebrado
Em pedacinhos, espatifados & esmigalhados...
Esses, fragmentos, que me compõe o ser.

Vida envilecida, carcomida, destruida que vejo,
Sonhos que apodreceram, emboloraram, morreram
Tento salvar os cacos, é como um afogamento,
Sem socorro, sem salva-vidas, sem saída...
E eu sinto medo!

Eis que surge, eu o vejo: um mundo a despontar num futuro radioso...
Que repentinamente, num segundo, se torna negro, retinto
E essa escuridão tão aguerrida, apertada
Afoga minha sede de infinito.

Estou meio cansado de ser quem eu sou
Talvez queira eu, me perder de mim...
Porque tenho a impressão de que sou meu pior inimigo
Eu mesmo me prejudico...
Mas mal algum posso fazer a outrém, só a mim, a mim

Fragmentos, panos rotos, cacos de vidros
Sonhos envilecidos, desejos, esperanças vencidas
Quisera construir um castelo, mas hoje, aos cacos vive a minha vida
Mas continuo, firme e forte, porque tudo sempre tem saída
E porque só o Incompreensível é infinito.
Fragmentos, fragmentos...porque a vida não pára, nunca!

(Luifel)


[Notas: Esse poema nasceu um pouco de mim e um pouco da experiência desses amigos que tem o poema dedicado a si. Talvez eles encontrem falas deles aqui, mas é isso mesmo, porque o que eles vivem, quiça tambem também vivo eu, porque eles são fragmentos que compõem meu ser...]
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Créditos da imagem: “Fragmentos”, fotomanipulação by Ricardo Biancarelli. Disponível em: rbiancarelli.wordpress.com/2007/09/01/fragmentos/

9 commenti:

Lenin Campos { 17 de setembro de 2009 15:38 }
como eu disse antes no msn: tava bem, terminou mal, porque surgiu uma esperança, além da referência a Deus, que torna tudo um tipo de oração, porém é a sua cara, isso ninguém pode deixar de notar

e obrigado
é uma honra ter um poema seu dedicado a mim (a mim também, mas tb foi pra mim)
Thiago Ya'agob { 17 de setembro de 2009 16:34 }
"Esperanças vencidas".

Falou tudo, Luiz. Escreveu tudo.

Deixo Clarice falar por mim - acho que eu não encontraria palavras subjetivas e não gosto da objetividade - não agora.

"Vou crescendo com o dia que ao crescer me mata certa vaga esperança e me obriga a olhar cara a cara o duro sol. A ventania sopra e desarruma os meus papéis. Ouço esse vento de gritos, estertor
de pássaro aberto em oblíquo vôo. E eu aqui me obrigo à severidade de uma linguagem tensa, obrigo-me à nudez de um esqueleto branco que está livre de humores. Mas o esqueleto é livre de vida e enquanto vivo me estremeço toda. Não conseguirei a nudez final. E ainda não a quero, ao que parece."

[Clarice Lispector in Água Viva}
Brayan Cesar { 17 de setembro de 2009 16:51 }
"Quisera construir um castelo, mas hoje, aos cacos vive a minha vida
Mas continuo, firme e forte, porque tudo sempre tem saída..."

Preciso concordar. Por mais que não consigamos ver a saída, ela sempre existe e, cedo ou tarde, havemos de encontrá-la. Obrigado, meu amigo.
Pollyanna { 17 de setembro de 2009 22:13 }
Todo mundo tem momentos desse... agora, acho que queria ser diferente tambem, pelo menos eh uma saida para os problemas neee

eei, vc ta sumidooo!!
ooh, mudei de blog, depois vou excluir o outro

beeeijos luiifel
Vinícius Aguiar { 17 de setembro de 2009 23:54 }
Fazia tempo que eu não vinha aqui, mas estou feliz pela grande leitura que me proporcionou. Um poema cheio de simbolismos e significados intrínsicos... só conhecendo muito a alma do ser humano para entendê-lo!

Parabéns!
[ rod ] ® { 18 de setembro de 2009 21:59 }
a poesia tem dessas coisas... o dito enumera razões tão crentes que nos perdemos em nossas angústias... ler-te é um prazer... abs meu caro.
Pierre { 19 de setembro de 2009 16:59 }
É... acho que todos nós temos um momento ou outro em que nos cansamos de nós mesmos, em que duvidamos de nós mesmos. Talvez seja bom para reavaliar e melhorar. De qualquer forma, faz ainda mais sentido o que disse Charles Chaplin:

"A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios. Por isso, eu canto, danço, dou risadas, amo e vivo intensamente antes que a cortina se feche e apeça termine sem palmas."

Belo texto, amigo!
Cαmilα ♥ { 19 de setembro de 2009 20:50 }
Que bom que voltou Lu!
Sinto sua falta, viu.

Bem, quanto ao poema.
Sinto-me meio parecida as vezes, cansada de ser.
Mas logo passa.

Espero que passe pra ti tbm. E logo fique bem consigo mesmo.

BeijOs meus bem
Latinha { 21 de setembro de 2009 16:58 }
Perfeito... é um daqueles poemas que lemos e nos enchem de questionamentos de cumplicidade e sentimentos que fica dificil expressar em palavras... mas sem dúvida, muito belo!

Boa semana! Grande abraço!