Diante do mar...


Praia do Sambaqui, Floripa, 01/MMX

De tão azul, o céu parecerá pintado
Assim... com aquele anil que traz paz
e tranquilidade àquele o vê e contempla
Abri, então, as janelas as pressas e com esperança
Fugiu para fora aquilo que chamam de medo
Também se foram bem fugazes: a tristeza e a saudade

Vou viajar! Quero voar! Resolvi apressado
Já que é tempo de grandes realizações, quiça, de felicidade
Eu fui, eu vou, com pressa, surpreso, pressuroso
Porque apesar de ser longa essa viagem
Um dia, é certo, eu chego!

[Luifel] 

Crédito da imagem: www.restaurantepitangueiras.com.br

Que seja doce!




"Então que seja doce.
Repito todas as manhãs, ao abrir as janelas,
para deixar entrar o sol ou o cinza dos dias,
bem assim, que seja doce".


(Caio Fernando Abreu, Os dragões não conhecem o Paraíso)


A vida é, como disse Teresa d'Ávila, "uma péssima noite, passada numa péssima pousada". E a gente vai acumulando um punhado de vivências, as quais tem a capacidade de nos construir e de nos destruir de tal forma que, fico pensando: o que, no final das contas, nos faz sermos quem somos: nossas escolhas ou os fatos que vivenciamos no dia-a-dia?

Às vezes, e muitas, imagino ter uma casa de veraneio. Hoje, andando na Praia de Sambaqui, em Florianopolis, encontrei uma praia que me agradou, um lugar onde eu, de fato, construiria essa casa. Sabe, é daqueles lugares onde tudo parece sereno, tranquilo e onde se tem a sensação de tranquilidade, de que tudo vai dar certo.

Na praia do Sambaqui, na ponta do Sambaqui, sentindo o vento no meu rosto pensei...

E os ventos entraram pela janela, ventaram a casa, varreram aquele cheiro de mofo de coisas velhas, de sonhos não cumpridos, de ilusões perdidas. Eu poderia ser feliz a mais tempo, só preciso sair desse casulo que me circunda!

Logo, me veio no pensamento: "Então, que seja doce", como diria Caio...Que seja doce!